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segunda-feira, 4 de junho de 2012

A redação que ninguém vê

Feche os olhos e imagine uma redação de uma TV. Um monte de pessoas correndo para todos os lados, o telefone que não pára de tocar, a caixa de e-mail lotada e ao fundo uma piada sobre algo visto na internet ou sobre alguém que está entre você naquele ambiente. Pois é. É exatamente assim do jeitinho que você imaginou.
Durante toda minha vida, sempre tive duas certezas. A primeira é que eu queria cursar Comunicação Social e a segunda era trabalhar com TV. Desde o principio da minha vida acadêmica, a televisão me seguiu e me ajudou a aprimorar os meus conhecimentos adquiridos na universidade.
O meu interesse sempre foi pela produção. Eu queria saber o que acontece atrás das câmeras, qual a real função do apresentador e como é todo o processo para fazer um programa ou um telejornal ir ao ar. E hoje eu posso afirmar: é magnífico. São muitas pessoas em prol de uma gravação diária, que tem o objetivo de levar informação para milhares de pessoas. Não é uma equipe, são várias equipes que se subdividem pelas suas áreas de atuação e fazem todo um trabalho impecável para fazer acontecer, afinal errar é humano, mas errar no jornalismo, algumas vezes é imperdoável.
A televisão é um lugar em que se aprende de tudo todo momento quando se é apaixonado por comunicação. Um detalhe, uma conversa, um minuto de atenção e você descobre coisas que na teoria podem passar despercebidas. A correria é enorme e a pressão do deadline também, mesmo em uma TV EDUCATIVA, como é o caso da TV UFOP. E o que mais me fascina é aquilo que o telespectador não vê. É o que está por trás das câmeras. É essa rotina diária de uma redação.
Um clima super descontraído, que realmente te estimula a gostar do que faz mesmo quando seu melhor amigo é o relógio. E não se assuste se ver o coordenador de produção ligar o som do computador para ouvir sertanejo na maior altura ou o repórter te enviar um vídeo super sério e quando você abrir é simplesmente algo inusitado. Ou se a moça lá da edição que você conversa tão pouco aparecer com uma tacinha de mousse ou vários chocolates, ou até mesmo se ouvir sua chefe reclamando de dinheiro. Não importa a redação ou o meio de comunicação, é assim em todos os lugares denominados como redação de jornalismo.
Segundo o dicionário Notícia é conhecimento, informação, exposição de um acontecimento. No entanto a noticia é muito mais que isso. É trabalho duro, é compromisso e responsabilidade com um público que espera todos os dias uma informação que chame sua atenção, que dê respostas que ele busca e os livros nem sempre são capazes de responder.
O objetivo é sempre o mesmo, o que diferencia é a maneira como você leva essa informação. A proximidade que a reportagem traz até o público é que faz a diferença. De uma maneira que seja prazeroso assistir um telejornal e não simplesmente porque naquele horário a família está reunida no sofá da sala.
E como funciona? Feche os olhos novamente. E dessa vez, imagine câmeras, luzes sendo carregadas para a sala de redação. Imagine computadores no chão ou sob um banco de madeira desses que você tem em casa. Agora imagine duas placas bem grandes que são o fundo desse telejornal onde seu fundo funciona como camarim para o apresentador. E a volta imagine todo o resto da equipe produzindo as matérias, digitando tudo silenciosamente para dar continuidade aos seus trabalhos, pois um click e toda gravação tem que ser refeita. Imaginou? É assim que acontece com a TV UFOP. Uma redação que ao mesmo tempo é um estúdio de gravação, lugar pelo qual não passa apenas boas histórias e muito trabalho. Toda semana também passa ali um farmacêutico ou um médico, ou um professor e dê vez em quando até o reitor da universidade dá suas caras. O motivo? Paixão. O amor pelo que faz, seja com salário baixíssimos ou com uma estrutura nem sempre a melhor possível faz com que bons profissionais façam belíssimos trabalhos como acontece aqui, na TV UFOP.
Não, espera ai! Não vai embora não porque ainda tem mais. O trabalho não acaba por aqui. Tem a pós produção que é responsável por catalogar e registrar em arquivo todo o material. Um trabalho minucioso que precisa de muita calma para guardar tudo que foi feito durante a semana. Há matérias que são reaproveitadas e essa organização ajuda toda a equipe. Cinco minutos depois da gravação e a correria volta, os telefones não param e o trabalho continua.
 É assim na TV UFOP todos os dias, semanas e meses. E o que os move é a união e trabalho em equipe. A paixão por aquilo que fazem. Afinal já dizia Gabriel Garcia Marquez: "Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começa com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
A caminhada é longa, mas subir cada degrau com calma e transparência é a certeza de que aos poucos podemos alcançar o sucesso. Assim, a televisão UFOP cresce e ganha seu espaço cada dia que passa.




quinta-feira, 23 de junho de 2011

A diferença entre fazer aniversário e completar idade

Signo de Câncer: Tradicionalistas que são prezam muito as datas comemorativas tais como Natal, dia das Mães, dia dos namorados... Tenha sempre uma agenda atualizada e nunca esqueça seu aniversário.

Pior que é a mais pura verdade já dita. Sempre me liguei muito ao dia do meu aniversário. Sempre achei a data mais importante da minha vida e querendo sempre meus amigos por perto, fazendo com que o dia seja o mais perfeito possível. Acho que é porque neste dia voce acaba sendo o centro das atenções. Pelo menos uma vez ao ano sua mãe fará sua comida predileta no almoço, seu pai te encherá de presentes e seus irmãos não vão implicar com voce com nada, por mais que talvez os incomodem. Seus amigos vão te ligar, até mesmo aquele que você não fala anos e anos. A turma vai se reunir toda para beber e se divertir só pela amizade e consideração que tem com voce.

Signo de Câncer: A tendência a fazer laços familiares com as pessoas ao seu redor é muito grande, englobando amigos, parentes e qualquer um que lhes deu atenção (eles são muito carentes).

E, talvez seja por essa devida carência que dia de aniversário sempre foi uma data especial e importante. Sempre desejei reunir os amigos e a família e, isso teria que ser no dia.. nem antes nem depois. Parece que neste dia nos tornamos mais especiais e queridos ou então neste dia isso se reforça mais através das pessoas que nos rodeiam. No entanto nos últimos anos andei meio desligada disso, comecei a ver o dia do aniversário como mais um dia no calendário, um dia em que se soma mais uma ano de vida, mas como qualquer outro dia em que acorda, estuda, trabalha e dorme. Um dia que às vezes pode até passar despercebido. É como já dizia minha vó, depois de uma certa idade não se faz aniversário, completa-se mais um ano.
Aprendi que não precisamos de verdadeiros amigos neste dia para se sentir querido. Os verdadeiros amigos estão presente em nossa vida todos os dias, nos momentos bons e ruins. Assim como aprendi que pai, mãe e irmão não devem nos agradar neste dia se em todos os outros dia são indiferentes e briguentos. Não é um dia que importa, são todos os dias. É valor da amizade e do sentimento que as pessoas possuem. Desse modo, o dia de aniversário passa ser apenas mais um dia feliz ao lado de quem realmente gosta da gente.

E assim eu comemoro meus 26 anos hoje.. Sendo mais um dia ao lado de gente que ama a gente.

sábado, 4 de junho de 2011

De geração pra geraçao...


Quem nunca se encontrou em uma grande nostalgia do passado e se indagou com aquela velha frase: na minha época era melhor. Todo mundo, alguma vez na vida se deparou com esse tipo de pensamento. Mas a verdade é que bom mesmo é a nossa época, o momento que cada um de nós temos pra viver. Quem nao se lembra das novelas que marcaram a infancia como Carrosel e Chiquititas ou das músicas do É o Tchan que ainda eram gravadas em fitas k7 ou LP? Quem nao se recorda da TV Colloso e da época em que Malhação realmente fazia jus ao nome e era uma academia? Da época que super nintendo era moda e que o cruzeiro valia mais que o real? Da morte dos Mamonas Assassinas ou da banheira do Gugu? E se eu for mais adiante ainda, numa linguagem que só um bom barbacenense entende.. quem se lembra da época que a Rua XV era estreita e nao dava trabalho? dos desfiles de 7 de setembro que era aquela briga de Estadual X Tiradentes, gerando até a noite das garrafadas? do imemorável Pizza Nostra e dos domingos no Metabolismo? de quando a praça dos Macacos ainda existiam macacos e de quando era uma grande dificuldade ingressar no Colégio Estadual e encarar o velho Hélio Ottoni e a temível Consolação? Dá até saudades só de lembrar disso tudo, nao dá?

E quando hoje vemos as atuais crianças e adolescentes brincando de joguinhos no computador invés de esburacar a cara no chao porque caiu de bicicleta ou brincar de cobra cega numa noite chuvosa.. ai é nesses momento que a gente pensa em como na nossa época era tudo melhor.. E nao é que nossos pais diziam o mesmo quando éramos crianças e adolescentes?
E os atuais adolescentes de hoje diram a mesma coisa daqui uns anos quando deixarem de serem jovens..

Tudo acaba por ser uma questão meramente de momento.. Cada geração tem suas brincadeiras, manias e histórias e a cada uma delas se aprimora certamente pra melhor. No entanto nós sempre vamos achar que a nossa foi melhor, porque naquele momento foi bom, tanto que depois que passa sempre sentimos saudades. É a chamada nostalgia. Mas isso nao quer dizer que uma geração de hoje nao goste ou não conheça de coisas de uma geração anterior.. Muito pelo contrario.

As pessoas precisam entender que a velhice está na cabeça das pessoas.. Velho e inacabado é aquilo que você pre-determina como algo que não te agrada mais. As pessoas precisam entender que nada será como ontem, assim como hoje nao será como amanhã. O importante é sempre tirar algum bom proveito de todas as boas épocas da vida em que você passar, porque o que fica sempre é o aprendizado e as boas histórias.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Felicidade é sinônimo de bem-estar bem.

Engraçado como a vida é. Em um momento tudo está perdido e você mal sabe o rumo das coisas ou da sua vida e no outro instante tudo se trasforma, tudo pode estar diferente e até mesmo perfeito. E foi exatamente assim que aconteceu do intervalo do ultimo texto para esse novo que estou a escrever. O que me fez refletir e falar do conceito de felicidade. Afinal o que é ser feliz? O que é sentir essa adrenalina que bate forte no peito e te faz sentir bem, mesmo quando nada de diferente acontece? Uma vez li o seguinte: "Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente. São estes intervalos entre um trabalho cansativo e outro trabalho cansativo, estes momentos em que a gente pode conversar com um amigo, brincar com os filhos, ler um bom livro... O erro é pensar que o conforto permanente, o bem-estar que nunca acaba e o gozo de todas as horas são a verdadeira felicidade" E tenho que concordar que felicidade é exatamente isso. É se sentir bem, sentir útil, ver seus sonhos e metas no caminho certo. Porque de uma coisa eu tenha certeza : quando uma coisa dá certo, todas as outras encaminham para dar certo também.
As pessoas estão sempre procurando o principe encantado ou o grande amor das suas vidas como se isso fosse o auge de sua felicidade, como se seu maior extase de felicidade seja em cima de uma segunda pessoa ou até muitas vezes de algum trabalho. E nao é. Felicidade é estar bem consigo mesmo, saber driblar as dificuldades com tamanha clareza e acima de tudo gostar de você e sempre mais e mais.
Está insatisfeito com algo em voce? pinte o cabelo, corte radicalmente.. entre para uma academia. Jogue fora tudo que te faz mal, vá atrás dos seus sonhos e deixe a vida simplesmente acontecer.. apenas viva e seja feliz, sinta as coisas boas que acontecem e tire proveito das coisas ruins. Pare de reclamar e viva mais. Muito das melhores coisas boas da vida, está ao seu alcance. Basta você querer.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que você vai ser quando você crescer?


Deve ter quase 8 meses que nao posto por aqui, e olha que assunto nao faltou. Isso prova que escrever nao é uma das coisas que eu mais gosto. Pelo menos hoje eu tenho certeza disso. Bem, durante todo esse tempo pensei em escrever sobre os mais variados assuntos e confesso que até comecei a escrever, mas nao cheguei nem nas dez primeiras linhas. Sinto que algo me bloqueava. Hoje eu resolvi escrever. Algo que inspirou. E nao pense você que pelo fato de ainda cursar uma faculdade de jornalismo o texto será algo técnico ou teórico. Jamais iria me perder no conceito que tentei criar ao meu blog : escrever assuntos que faça você, leitor se identificar de alguma maneira.

Estava eu vendo uns episódios da 3ª temporada de Everwood, que aliáis eu super recomendo, onde o tema era sobre faculdade, carreira e como aqueles jovens iam fazer com o futuro deles. Um tema que utimamente vem me intrigando muito e acredito que muitos de vocês as vezes faça a mesma pergunta que o grupo Legião Urbana anos atrás se perguntou em uma de suas músicas, como na letra de Pais e Filhos: " O que você vai ser quando você crescer?"
Eu me pergunto isso até os dias de hoje e muitas vezes me sinto perdida, sem saber para onde ir. Cresci no meio da advocacia e desde pequena já me metia em discussões entre advogados e professores do ramo. Passei minha adolescencia praticando voleiboll, e minha infância num palco de teatro. E misturada pelas leis do certo e do errado, meio a uma bola de volei, uma rede e muuuitos treinos.. estava de outro lado o encantamento pelo teatro. Tentei o balé, a dança, o canto e até a capoeira mas definitvamente toda essa diversidade só fizeram de mim uma eclética por tudo. Curiosa e observadora como sempre fui acabei aos 16 anos, decidindo que ia ser jornalista. A curiosidade me levava a pesquisa, a qual me levava a sempre saber mais mais e mais e querer exercer essa profissão. Os anos em cima do palco deixaram claro que de tímida eu nao tinha nada, era extremamente comunicativa e se bobear enganava até político. Então, todos os holofotes dessa linda profissão me conquistaram e eu fui a fundo. Como boa canceriana que sou, coloquei aquele foco na minha cabeça e lutei contra todas minhas forças. Fui teimosa e tentei durantes 3 anos milhares de vestibulares e não passei em nenhum. Claro que os vários problemas pessoais interferiram no meu processo de aprender a estudar sozinha. Mas logo eu, que era aquela pessoa agitada e nao cruzava jamais os braços nem por 5 minutos que fossem.. estava ali parada, intacta, assistindo sua própria desgraça. E 6 anos depois, quando eu acordei foi que percebi quanto tempo tinha passado e nao tinha como voltar no tempo. Os sonhos se desmoronaram e nao conseguia mais enxergar como poderia ser minha vida daqui um ano.

Foi quando eu realmente entendi o sentido da musica quando o grupo Legiao Urbana diz: " O que você vai ser quando você crescer?" , ele pergunta quando você crescer mesmo. E estar crescido, maduro e tendo plenas convicções do que vamos ser pro resto da vida aos 18/19 anos é extremamente injusto com nós mesmos. Somos jovens e não sabemos nem se queremos café com leite no café da manhão do dia seguinte quanto mais o que vamos ser durante mais 30 ou 40 anos. E cada um tem seu tempo, cada pessoa tem seu passado, suas dores, emoçoes e conceitos sobre a vida de uma maneira e, isso interfere quase que totalmente no futuro de um jovem de 18 anos. O problema é que a sociedade e o mundo te pressiona tanto que você se desespera. Seus amigos aos 23/24 anos estao já formados, casados e você ainda nao sabe pra onde ir.

Insegurança e medo sao grandes fatores desse tipo de situação. Mas nao devem prevalecer.
Hoje eu sei exatamente o que eu quero fazer.. E nao é o Direito, apesar de ter muito mais chances financeiras do que na área que eu escolhi, não é o teatro nem o voleibool.. e muito menos o jornalismo. Toda minha criatividade de improvisão num palco ou num texto, toda minha facilidade de comunicação está relacionado ao curso de Rádio e TV. Algumas pessoas já me deram toque quanto a isso e não percebi. Cinema é uma dessas minhas paixões. Criar, inovar, chamar a atenção de um público é exatamente o que eu sei fazer. E decidi isso aos meus 26 anos. Época que eu cresci e amadureci como pessoa e mulher. Se minhas escolhas vao dar certo só deus sabe, mas hoje eu sei exatamente o que eu vou ser quando crescer. Ops, já cresci (risos).

É como uma frase que eu li e nao esqueci : "Planos sao como confeitos na trilha do destino, a unica certeza é que nada acontece como se planeja."

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Meu namorado imaginário

Desde que o mundo é mundo (ou pelo menos desde que eu me entendo por gente), ouve-se milhares de histórias sobre príncipes encantados num mesmo esteriótipo : o cara lindo, legal, fofo e rico que se apaixona pela pobre menina que sempre sofre por algo ou alguém. Mas e seu príncipe encantado, você já parou pra pensar como ele seria? Vou reformular a pergunta: Seu namorado imaginário e encantado, como seria? Não sabe? Pois vou, relatar como seria o meu.

Meu namorado imaginário tem de ser alto e magro (alto pq os homens maiores que eu sempre me dão a idéia de proteção). Tem que ser meu amigo e companheiro, aquela pessoa que você confia de olhos fechados, aquele alguém que você tem necessidade de contar todos seus passos e sonhos nos mínimos detalhes e que ainda sim ri com você quando o riso parece incontido, te diz se vc errou e o que fazer para consertar ou em outros momentos simplesmente te abraça e consola, mas é um daqueles abraços que falam, que refletem todas as palavras que poderiam ser ditas. E ainda assim, alem de meu amigo tem que ser meu amante, tem que saber me pegar de jeito e saber me dar apenas carinho e chamego, tem que saber me fazer ir ao delírio durante uma transa e saber fazer amor com todo o carinho e amor que possa existir. Tem que ter aquele beijo que encaixa, que transmite na troca de salivas todo o sentimento de amor e desejo, de ternura e de ser amada.

Meu namorado imaginário é aquele que tem olhos falantes, que gosta de ir ao cinema ou ao teatro e comentar minuciosamente de tudo, que me liga ou mandar SMS apenas para desejar Bom dia ou Boa noite, que não diz Eu te amo mas demosntra isso em cada detalhe dia após dia. Meu namorado imaginário é aquele que me conquista fazendo surpresas, seja me buscando no trabalho ou na faculdade num dia exaustivo ou me fazer um super jantar quando tudo que mais preciso é não ir para a cozinha preparar algo. Aliais, ele tem que ser bom de cozinha . Meu namorado imaginário não precisa ter os mesmos gostos musicais que eu, mas tem de tocar violão e cantar. É aquele que troca o domingo no futebol com os amigos por um pequinique no parque com a família reunida.

Meu namorado imaginário é tímido e um pai coruja, é aquele que quando estou estressada ou de TPM faz todas minhas vontades e ignora minhas reclamações porque sabe que não sou sempre assim e, me entende e compreende. Meu namorado imaginário é aquele que não tem crises de ciúmes porque tem confiança no nosso amor, é aquele que quando vai fazer alguma critica fala tão delicadamente para que eu entenda seu ponto de vista sem me magoar. Meu namorado imaginário não precisa ser bonito fisicamente, mas precisa ser lindo externamente. Não pode ter vícios, a menos que o único vício dele seja o seu amor por mim.

Arnaldo Jabour em uma de suas crônicas, diz o seguinte: “..Se você busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis. Eles não existem nesse conceito que você imagina. O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você nunca vai encontrar....”

Quem disse que eu não vou encontrar? Quem disse que meu namorado perfeito só está na novela das seis? Ele pode não ter todas as qualidades de um namorado imaginário. Mas no fim das contas meu namorado imaginário é um homem perfeito, sabe porque? Porque meu namorado imaginário só precisa de uma coisa: me amar como se fosse a única mulher na face da terra. Acho que não será tão difícil encontrá-lo né?

sábado, 3 de julho de 2010

E o melhor futebol do mundo deixou a desejar

Vou falar hoje do assunto que mais comenta nas últimas semanas: Copa do mundo.
Esse campeonato mundial que move as pessoas e em, algumas faz renascer um fanatismo pelo futebol fora do sério. As ruas estão cheias de verde e amarelo, os guarda-roupas são renovados e até as unhas e cabelos entram no clima. Trabalhar em dia de jogo pra que? é dia de torcer pelo país. Deixa os trabalhos acumulados para depois, brasileiro sempre dá seu jeitinho depois mesmo. É hora de festejar, de cair na folia.. mesmo antes do jogo começar. Se perder ou se ganhar não importa, vamos cair na gandaia e beber até o sol raiar da mesma maneira. E assim, cria-se um patriotismo essa época do ano. Mas perai, eles estão festejando, querendo festa ou torcendo pelo seu país? É, fica uma pergunta no ar.
Nunca fui muito fã de jogo de futebol, copa de mundo muito menos. Mas nesse ano de 2010, aconteceram muitas coisas que chamaram minha atenção e precisam ser comentados, como os movimentos nas redes sociais do tipo Cala boca Galvão que geraram vídeos de todos os tipos e gostos,repercutindo até no New York Times e até hoje o mundo inteiro se pergunta o que seria o Cala boca galvão. Quem nao acompanha as notícias ainda se pergunta o que seriam vuvuzelas e jabulani. O técnico da nossa seleção enclausurou os jogadores e se irritou com a imprensa em uma de suas coletivas, trazendo para sua pessoa uma imagem totalmente adversa de um típico brasileiro. Times como Alemanha, Espanha e Holanda começaram a se destacar e países da américa do Sul como Argentina e Uruguai surpreenderam.
O País inteiro se mobilizou, torceu, gritou e no fim de tudo.. ele apenas chorou. Não acreditou e nem esperava ser derrotado antes de chegar as semi-finais. O time que era temido por todos os outros países, que era o melhor do mundo, aquele que jogava com raça e vontade, que demonstrava em campo o orgulho de ser brasileiro se tornou invisível aos olhos de todos os 190 milhões de brasileiros, tornando os dias de folia e alegria em um dia de silêncio.
O que ganhamos dessa copa foi só experiência, já são 8 anos esperando o hexa que vão se estender em 12. Ainda temos o penta e somos, teoricamente os melhores do mundo.. uma lástima ser apenas teoricamente. O país com a fama de malandro e saber sempre nos últimos minutos do jogo reverter a situação, de nunca desistir.. desistiu da copa desse ano no 2º tempo do jogo contra a Holanda, onde felipe melo respondeu por todos tocando o foda-se, chutando o pau da barraca e ganhando um belíssimo cartao vermelho e dando tchau pro hexa brasileiro.

É como dizia o slogan usado durante o governo do general Médici durante a ditadura no Brasil: Ame-o ou Deixe-o. E me parece que todos brasileiros estão desistindo e deixando não só o pais, mas o futebol também.

Melhor o Brasil tomar vergonha na cara e começar a se conscientizar, senão as coisas podem piorar ainda mais. E que seja pela campanha Cala Boca e aprende a votar. Já que daqui uns meses teremos uma eleição presidencial por vir.