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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Adeus UFOP

Há três anos atrás nesse mesmo blog eu escrevi um texto falando da minha paixão com o jornalismo mas também da minha decepção. Isso aconteceu quando eu estava no meio 2 período do curso de Jornalismo na PUC MINAS e já trabalhava na TV Record Minas como estagiária. Foi um verdadeiro choque de realidade, quando eu vi o que era o jornalismo de verdade e claro, quando eu assustei e tentei fugir. Apenas tentei, porque quando você nasce com um dom e uma paixão, ela te acompanha o resto da vida. Apesar da minhas dificuldades, nunca consegui desistir, por mais que eu até tentasse. Foi quando em meados de 2010, nesse momento eu estava na FACHA, eu resolvi voltar pra Minas. Senti saudades da minha terra e queria ficar mais perto da minha vó.

Mas nada na vida acontece como a gente planeja, e quando eu já não planejava mais nada, a UFOP entrou na minha vida como um pára-quedas. Apareceu da noite pro dia e permaneceu até o final da minha graduação. Achei que nunca fosse chegar até o final, porque as dificuldades foram muitas, principalmente no final de 2011 para 2012. Eu pensei em desistir todos os minutos, chorava muito, me sentia sem chão, sem rumo e não sabia o que fazer. A minha sorte é que algumas coisas não vem sozinhas, e a UFOP veio com um presentão de deus: meu namorado! E com toda certeza do mundo, um dos principais motivos que me fizeram não desistir no meio do caminho, DE NOVO, foi ele.

Meu inicio na UFOP foi muito difícil por muitos motivos. Não conseguia me adaptar a uma cidade tão pequena e logo no inicio eu perdi a pessoa mais importante de toda minha vida, e se não fosse pelo amor em forma de João Victor eu jamais teria tido força pra continuar. Minha paixão do jornalismo veio da paixão pelas pessoas, da curiosidade e do meu modo de lidar com tudo aquilo que me cerca. Tive duvidas, na verdade tive milhões de duvidas até chegar na UFOP. Não sofri muito por causa da falta de estrutura e pelo fato de ser um curso novo, mas sofri com a dificuldade em me adaptar em um lugar que não tinha nada a ver comigo, e digo isso não só pela universidade, mas pelas pessoas! Era realmente um mundo completamente diferente de tudo que eu acreditava. E foi difícil permanecer cada minuto aqui.

Mas o que me fez ficar foi o tensão pelo Jornalismo, essa paixão louca que a gente não consegue explicar.  Eu achava que não gostava do jornalismo e muito menos que eu gostava de escrever, acredito que eu tenha criado um bloqueio muito grande nas outras universidades por onde eu passei. Minha paixão pela Televisão foi se transformando em uma paixão pelo audiovisual e pelo cinema, fiz alguns trabalhos na área ate descobrir NOVAMENTE que minha paixão era a TV e o Jornalismo. E mais do que isso, tinha algo que eu amava mais do que qualquer coisa e isso se chamava: PRODUÇÃO.

Produção de qualquer coisa: casamento, congresso, festa, programa de televisão! Trabalhei muito e trabalhei duro em vários eventos e FINALMENTE me encontrei. Eu sabia o que eu tinha de melhor e como usar isso. Mas não desisti do jornalismo, porque eu também o amava.
A UFOP foi minha mãe, minha segunda.. ops terceira MÃE! Nesse ultimo ano do curso, comecei a perceber minhas mudanças na escrita, na técnica e no aprendizado como profissional. E posso dizer sem nenhuma duvida que foi de 10 para 100%. Antes, costumava dizer que o curso de jornalismo era simplesmente para receber canudo, que ele não acrescentava conhecimento, porque não me acrescentava mesmo. Hoje não: o curso de jornalismo da UFOP me acrescentou não só conhecimento profissional como pessoal também. E nunca vou conseguir ser grata a cada professor e funcionário dessa universidade que me ajudou, me ouviu ou me estendeu as mãos.

Estou há mais ou menos um mês me preparando para o FIM. Nunca lidei muito bem com esse negócio de encerrar ciclos. Terminar uma fase da vida é tão difícil como começar outra. A saudade aperta mesmo antes de partir e só de pensar na mudança de vida o coração já chora. O ICSA (Instituto de Ciencias Sociais Aplicadas) fez parte da mina vida durante dois anos e meio. Reclamei inúmeras vezes , chorei e chorei MUUUUITO, mas levo tudo e todos comigo como se fossem minha família. Os amigos também ficam, os BONS e poucos amigos ficam, mas as desavenças também foram embora. Consegui deixar muito de mim para aqueles que estiveram próximo de alguma maneira, mas muitos também não conseguiram me compreender. No entanto, quem nessa vida consegue deixar sua mensagem para todos com um único entendimento? Nem Deus conseguiu esse milagre HAHAAHAHA

Agora começa uma nova fase, a do MEDO! Medo do desemprego, do que está por vir e do que não está por vir também! Só um medo não pode prevalecer: o medo de dizer a verdade, de ser ético e de amar o jornalismo! Nas ultimas semanas entrevistei mais de dez pessoas das mais variadas classes e jeitos, para três diferentes meios de comunicação e percebi o quanto a correria do dia a dia de um jornalista torna-se prazerosa quando você lida com gente! Gente como a gente, que tem seus medos e dificuldades como a gente! Mas que também sorri como a gente e sonha como a gente!

Meu ADEUS a UFOP, ao ICSA e a MARIANA!

Obrigada pela excelente experiência de viver esses 2 anos e meio tão intensamente que fizeram parecer terem passado 10 anos da minha vida! Obrigada pelo crescimento e amadurecimento que eu nunca vou saber explicar!


Até breve, na defesa da monografia! Até lá o que fica são saudades, apenas saudades de um tempo que não volta mais.



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mudanças na educação do Brasil, quem acredita?

A questão é:  o que é educação de qualidade? o que é educação? Há quase 80 dias as universidades federais de todo país estão em greve, dois sindicatos resolveram aceitar a proposta do governo e voltar com as aulas, mas um dos principais chamado ANDES não. A greve continua. O caos continua e só deus pra saber quando vai parar. Nas redes sociais a revolta é grande, milhões de alunos que falam tanta besteira que nem parecem frequentar uma universidade, principalmente federal. E ainda tem professor que solta tanta barbaridade, como foi o caso da professora da UNIFESP, Geórgia Labuto que no seu momento de revolta disse: " Se eu for forçada a dar aulas, vou dar aula de merda. É isso que o governo quer: 96% dos docentes dando aula de merda.". 

Até onde vamos? Não vai parar? Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira não vamos parar não: "Vamos intensificar mais o processo [de greve]. Vamos ver quem tem mais força política". Lamento desapontá-la mas quem tem força é o governo, afinal é ele quem paga o salário e pode a qualquer momento cortar tudo. Será que é tão difícil enxergar isso? Não sou contra lutas estudantis, movimentos grevistas que batalham para um brasil melhor, mas depois de uma ditadura tão forte que o país teve, cheia desses movimentos e nada melhorou, não vai ser agora que isso acontecerá. Infelizmente não acredito em um país melhor no âmbito nacional. Não acredito em mudanças na educação a começar pelos salários dos professores e uma carreira mais valorizada. Se querem mudar educação tem que fazer lá do fundamental, mudar o básico para depois querer reformular a universidade. Tem que eliminar o SISU e ENEM como processo seletivo para ingresso em universidade pública, que convenhamos já nos deu prova mais que suficientes de que é um fracasso. Mas não, nosso país vive de enrolação e sempre vai dar um jeitinho em cada problema que enfrenta.A classe de professores até pode encontrar no meio de toda essa greve alguma resposta por aquilo que procura, mas no final das contas vai voltar para onde começou. Com os mesmos salários, a mesma sala de aula e a mesma situação, pois uma hora o salário vai ser cortado, vai faltar arroz e feijão na mesa, a barriga vai doer e nesse momento vai ser melhor se contentar com o pouco que tem do que não ter nada. 
Pra melhorar educação não precisa melhorar salário, quem escolheu ser professor sabia exatamente os riscos que estaria correndo num país tão injusto como é o Brasil. Além do mais, profissão é paixão. Tem que amar o que faz e fazer porque gosta e sente prazer com aquela atividade, não porque quer enriquecer, se fosse assim era melhor ter  optado por ser  médico, advogado ou até mesmo traficante.

E que a população aprenda duas coisas com tudo isso: voto não é brincadeira e que partido quaisquer que ele seja, quando está no poder não enxerga necessidade alguma, a não ser a sua. E isso acontece até mesmo com o PT, um partido que possui uma lista imensa com movimentos grevistas.
No dia 31 de agosto, vence o prazo para votação do orçamento federal de 2013 e se o governo falar não a todas revindicações, voltaremos na primeira semana de setembro para as mesmas salas de aulas, sem mudanças e como se nada tivesse acontecido. Acordaremos no dia 01 de setembro  e tudo não passará de apenas mais uma greve na história.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A redação que ninguém vê

Feche os olhos e imagine uma redação de uma TV. Um monte de pessoas correndo para todos os lados, o telefone que não pára de tocar, a caixa de e-mail lotada e ao fundo uma piada sobre algo visto na internet ou sobre alguém que está entre você naquele ambiente. Pois é. É exatamente assim do jeitinho que você imaginou.
Durante toda minha vida, sempre tive duas certezas. A primeira é que eu queria cursar Comunicação Social e a segunda era trabalhar com TV. Desde o principio da minha vida acadêmica, a televisão me seguiu e me ajudou a aprimorar os meus conhecimentos adquiridos na universidade.
O meu interesse sempre foi pela produção. Eu queria saber o que acontece atrás das câmeras, qual a real função do apresentador e como é todo o processo para fazer um programa ou um telejornal ir ao ar. E hoje eu posso afirmar: é magnífico. São muitas pessoas em prol de uma gravação diária, que tem o objetivo de levar informação para milhares de pessoas. Não é uma equipe, são várias equipes que se subdividem pelas suas áreas de atuação e fazem todo um trabalho impecável para fazer acontecer, afinal errar é humano, mas errar no jornalismo, algumas vezes é imperdoável.
A televisão é um lugar em que se aprende de tudo todo momento quando se é apaixonado por comunicação. Um detalhe, uma conversa, um minuto de atenção e você descobre coisas que na teoria podem passar despercebidas. A correria é enorme e a pressão do deadline também, mesmo em uma TV EDUCATIVA, como é o caso da TV UFOP. E o que mais me fascina é aquilo que o telespectador não vê. É o que está por trás das câmeras. É essa rotina diária de uma redação.
Um clima super descontraído, que realmente te estimula a gostar do que faz mesmo quando seu melhor amigo é o relógio. E não se assuste se ver o coordenador de produção ligar o som do computador para ouvir sertanejo na maior altura ou o repórter te enviar um vídeo super sério e quando você abrir é simplesmente algo inusitado. Ou se a moça lá da edição que você conversa tão pouco aparecer com uma tacinha de mousse ou vários chocolates, ou até mesmo se ouvir sua chefe reclamando de dinheiro. Não importa a redação ou o meio de comunicação, é assim em todos os lugares denominados como redação de jornalismo.
Segundo o dicionário Notícia é conhecimento, informação, exposição de um acontecimento. No entanto a noticia é muito mais que isso. É trabalho duro, é compromisso e responsabilidade com um público que espera todos os dias uma informação que chame sua atenção, que dê respostas que ele busca e os livros nem sempre são capazes de responder.
O objetivo é sempre o mesmo, o que diferencia é a maneira como você leva essa informação. A proximidade que a reportagem traz até o público é que faz a diferença. De uma maneira que seja prazeroso assistir um telejornal e não simplesmente porque naquele horário a família está reunida no sofá da sala.
E como funciona? Feche os olhos novamente. E dessa vez, imagine câmeras, luzes sendo carregadas para a sala de redação. Imagine computadores no chão ou sob um banco de madeira desses que você tem em casa. Agora imagine duas placas bem grandes que são o fundo desse telejornal onde seu fundo funciona como camarim para o apresentador. E a volta imagine todo o resto da equipe produzindo as matérias, digitando tudo silenciosamente para dar continuidade aos seus trabalhos, pois um click e toda gravação tem que ser refeita. Imaginou? É assim que acontece com a TV UFOP. Uma redação que ao mesmo tempo é um estúdio de gravação, lugar pelo qual não passa apenas boas histórias e muito trabalho. Toda semana também passa ali um farmacêutico ou um médico, ou um professor e dê vez em quando até o reitor da universidade dá suas caras. O motivo? Paixão. O amor pelo que faz, seja com salário baixíssimos ou com uma estrutura nem sempre a melhor possível faz com que bons profissionais façam belíssimos trabalhos como acontece aqui, na TV UFOP.
Não, espera ai! Não vai embora não porque ainda tem mais. O trabalho não acaba por aqui. Tem a pós produção que é responsável por catalogar e registrar em arquivo todo o material. Um trabalho minucioso que precisa de muita calma para guardar tudo que foi feito durante a semana. Há matérias que são reaproveitadas e essa organização ajuda toda a equipe. Cinco minutos depois da gravação e a correria volta, os telefones não param e o trabalho continua.
 É assim na TV UFOP todos os dias, semanas e meses. E o que os move é a união e trabalho em equipe. A paixão por aquilo que fazem. Afinal já dizia Gabriel Garcia Marquez: "Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começa com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
A caminhada é longa, mas subir cada degrau com calma e transparência é a certeza de que aos poucos podemos alcançar o sucesso. Assim, a televisão UFOP cresce e ganha seu espaço cada dia que passa.




quinta-feira, 23 de junho de 2011

A diferença entre fazer aniversário e completar idade

Signo de Câncer: Tradicionalistas que são prezam muito as datas comemorativas tais como Natal, dia das Mães, dia dos namorados... Tenha sempre uma agenda atualizada e nunca esqueça seu aniversário.

Pior que é a mais pura verdade já dita. Sempre me liguei muito ao dia do meu aniversário. Sempre achei a data mais importante da minha vida e querendo sempre meus amigos por perto, fazendo com que o dia seja o mais perfeito possível. Acho que é porque neste dia voce acaba sendo o centro das atenções. Pelo menos uma vez ao ano sua mãe fará sua comida predileta no almoço, seu pai te encherá de presentes e seus irmãos não vão implicar com voce com nada, por mais que talvez os incomodem. Seus amigos vão te ligar, até mesmo aquele que você não fala anos e anos. A turma vai se reunir toda para beber e se divertir só pela amizade e consideração que tem com voce.

Signo de Câncer: A tendência a fazer laços familiares com as pessoas ao seu redor é muito grande, englobando amigos, parentes e qualquer um que lhes deu atenção (eles são muito carentes).

E, talvez seja por essa devida carência que dia de aniversário sempre foi uma data especial e importante. Sempre desejei reunir os amigos e a família e, isso teria que ser no dia.. nem antes nem depois. Parece que neste dia nos tornamos mais especiais e queridos ou então neste dia isso se reforça mais através das pessoas que nos rodeiam. No entanto nos últimos anos andei meio desligada disso, comecei a ver o dia do aniversário como mais um dia no calendário, um dia em que se soma mais uma ano de vida, mas como qualquer outro dia em que acorda, estuda, trabalha e dorme. Um dia que às vezes pode até passar despercebido. É como já dizia minha vó, depois de uma certa idade não se faz aniversário, completa-se mais um ano.
Aprendi que não precisamos de verdadeiros amigos neste dia para se sentir querido. Os verdadeiros amigos estão presente em nossa vida todos os dias, nos momentos bons e ruins. Assim como aprendi que pai, mãe e irmão não devem nos agradar neste dia se em todos os outros dia são indiferentes e briguentos. Não é um dia que importa, são todos os dias. É valor da amizade e do sentimento que as pessoas possuem. Desse modo, o dia de aniversário passa ser apenas mais um dia feliz ao lado de quem realmente gosta da gente.

E assim eu comemoro meus 26 anos hoje.. Sendo mais um dia ao lado de gente que ama a gente.

sábado, 4 de junho de 2011

De geração pra geraçao...


Quem nunca se encontrou em uma grande nostalgia do passado e se indagou com aquela velha frase: na minha época era melhor. Todo mundo, alguma vez na vida se deparou com esse tipo de pensamento. Mas a verdade é que bom mesmo é a nossa época, o momento que cada um de nós temos pra viver. Quem nao se lembra das novelas que marcaram a infancia como Carrosel e Chiquititas ou das músicas do É o Tchan que ainda eram gravadas em fitas k7 ou LP? Quem nao se recorda da TV Colloso e da época em que Malhação realmente fazia jus ao nome e era uma academia? Da época que super nintendo era moda e que o cruzeiro valia mais que o real? Da morte dos Mamonas Assassinas ou da banheira do Gugu? E se eu for mais adiante ainda, numa linguagem que só um bom barbacenense entende.. quem se lembra da época que a Rua XV era estreita e nao dava trabalho? dos desfiles de 7 de setembro que era aquela briga de Estadual X Tiradentes, gerando até a noite das garrafadas? do imemorável Pizza Nostra e dos domingos no Metabolismo? de quando a praça dos Macacos ainda existiam macacos e de quando era uma grande dificuldade ingressar no Colégio Estadual e encarar o velho Hélio Ottoni e a temível Consolação? Dá até saudades só de lembrar disso tudo, nao dá?

E quando hoje vemos as atuais crianças e adolescentes brincando de joguinhos no computador invés de esburacar a cara no chao porque caiu de bicicleta ou brincar de cobra cega numa noite chuvosa.. ai é nesses momento que a gente pensa em como na nossa época era tudo melhor.. E nao é que nossos pais diziam o mesmo quando éramos crianças e adolescentes?
E os atuais adolescentes de hoje diram a mesma coisa daqui uns anos quando deixarem de serem jovens..

Tudo acaba por ser uma questão meramente de momento.. Cada geração tem suas brincadeiras, manias e histórias e a cada uma delas se aprimora certamente pra melhor. No entanto nós sempre vamos achar que a nossa foi melhor, porque naquele momento foi bom, tanto que depois que passa sempre sentimos saudades. É a chamada nostalgia. Mas isso nao quer dizer que uma geração de hoje nao goste ou não conheça de coisas de uma geração anterior.. Muito pelo contrario.

As pessoas precisam entender que a velhice está na cabeça das pessoas.. Velho e inacabado é aquilo que você pre-determina como algo que não te agrada mais. As pessoas precisam entender que nada será como ontem, assim como hoje nao será como amanhã. O importante é sempre tirar algum bom proveito de todas as boas épocas da vida em que você passar, porque o que fica sempre é o aprendizado e as boas histórias.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Felicidade é sinônimo de bem-estar bem.

Engraçado como a vida é. Em um momento tudo está perdido e você mal sabe o rumo das coisas ou da sua vida e no outro instante tudo se trasforma, tudo pode estar diferente e até mesmo perfeito. E foi exatamente assim que aconteceu do intervalo do ultimo texto para esse novo que estou a escrever. O que me fez refletir e falar do conceito de felicidade. Afinal o que é ser feliz? O que é sentir essa adrenalina que bate forte no peito e te faz sentir bem, mesmo quando nada de diferente acontece? Uma vez li o seguinte: "Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente. São estes intervalos entre um trabalho cansativo e outro trabalho cansativo, estes momentos em que a gente pode conversar com um amigo, brincar com os filhos, ler um bom livro... O erro é pensar que o conforto permanente, o bem-estar que nunca acaba e o gozo de todas as horas são a verdadeira felicidade" E tenho que concordar que felicidade é exatamente isso. É se sentir bem, sentir útil, ver seus sonhos e metas no caminho certo. Porque de uma coisa eu tenha certeza : quando uma coisa dá certo, todas as outras encaminham para dar certo também.
As pessoas estão sempre procurando o principe encantado ou o grande amor das suas vidas como se isso fosse o auge de sua felicidade, como se seu maior extase de felicidade seja em cima de uma segunda pessoa ou até muitas vezes de algum trabalho. E nao é. Felicidade é estar bem consigo mesmo, saber driblar as dificuldades com tamanha clareza e acima de tudo gostar de você e sempre mais e mais.
Está insatisfeito com algo em voce? pinte o cabelo, corte radicalmente.. entre para uma academia. Jogue fora tudo que te faz mal, vá atrás dos seus sonhos e deixe a vida simplesmente acontecer.. apenas viva e seja feliz, sinta as coisas boas que acontecem e tire proveito das coisas ruins. Pare de reclamar e viva mais. Muito das melhores coisas boas da vida, está ao seu alcance. Basta você querer.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que você vai ser quando você crescer?


Deve ter quase 8 meses que nao posto por aqui, e olha que assunto nao faltou. Isso prova que escrever nao é uma das coisas que eu mais gosto. Pelo menos hoje eu tenho certeza disso. Bem, durante todo esse tempo pensei em escrever sobre os mais variados assuntos e confesso que até comecei a escrever, mas nao cheguei nem nas dez primeiras linhas. Sinto que algo me bloqueava. Hoje eu resolvi escrever. Algo que inspirou. E nao pense você que pelo fato de ainda cursar uma faculdade de jornalismo o texto será algo técnico ou teórico. Jamais iria me perder no conceito que tentei criar ao meu blog : escrever assuntos que faça você, leitor se identificar de alguma maneira.

Estava eu vendo uns episódios da 3ª temporada de Everwood, que aliáis eu super recomendo, onde o tema era sobre faculdade, carreira e como aqueles jovens iam fazer com o futuro deles. Um tema que utimamente vem me intrigando muito e acredito que muitos de vocês as vezes faça a mesma pergunta que o grupo Legião Urbana anos atrás se perguntou em uma de suas músicas, como na letra de Pais e Filhos: " O que você vai ser quando você crescer?"
Eu me pergunto isso até os dias de hoje e muitas vezes me sinto perdida, sem saber para onde ir. Cresci no meio da advocacia e desde pequena já me metia em discussões entre advogados e professores do ramo. Passei minha adolescencia praticando voleiboll, e minha infância num palco de teatro. E misturada pelas leis do certo e do errado, meio a uma bola de volei, uma rede e muuuitos treinos.. estava de outro lado o encantamento pelo teatro. Tentei o balé, a dança, o canto e até a capoeira mas definitvamente toda essa diversidade só fizeram de mim uma eclética por tudo. Curiosa e observadora como sempre fui acabei aos 16 anos, decidindo que ia ser jornalista. A curiosidade me levava a pesquisa, a qual me levava a sempre saber mais mais e mais e querer exercer essa profissão. Os anos em cima do palco deixaram claro que de tímida eu nao tinha nada, era extremamente comunicativa e se bobear enganava até político. Então, todos os holofotes dessa linda profissão me conquistaram e eu fui a fundo. Como boa canceriana que sou, coloquei aquele foco na minha cabeça e lutei contra todas minhas forças. Fui teimosa e tentei durantes 3 anos milhares de vestibulares e não passei em nenhum. Claro que os vários problemas pessoais interferiram no meu processo de aprender a estudar sozinha. Mas logo eu, que era aquela pessoa agitada e nao cruzava jamais os braços nem por 5 minutos que fossem.. estava ali parada, intacta, assistindo sua própria desgraça. E 6 anos depois, quando eu acordei foi que percebi quanto tempo tinha passado e nao tinha como voltar no tempo. Os sonhos se desmoronaram e nao conseguia mais enxergar como poderia ser minha vida daqui um ano.

Foi quando eu realmente entendi o sentido da musica quando o grupo Legiao Urbana diz: " O que você vai ser quando você crescer?" , ele pergunta quando você crescer mesmo. E estar crescido, maduro e tendo plenas convicções do que vamos ser pro resto da vida aos 18/19 anos é extremamente injusto com nós mesmos. Somos jovens e não sabemos nem se queremos café com leite no café da manhão do dia seguinte quanto mais o que vamos ser durante mais 30 ou 40 anos. E cada um tem seu tempo, cada pessoa tem seu passado, suas dores, emoçoes e conceitos sobre a vida de uma maneira e, isso interfere quase que totalmente no futuro de um jovem de 18 anos. O problema é que a sociedade e o mundo te pressiona tanto que você se desespera. Seus amigos aos 23/24 anos estao já formados, casados e você ainda nao sabe pra onde ir.

Insegurança e medo sao grandes fatores desse tipo de situação. Mas nao devem prevalecer.
Hoje eu sei exatamente o que eu quero fazer.. E nao é o Direito, apesar de ter muito mais chances financeiras do que na área que eu escolhi, não é o teatro nem o voleibool.. e muito menos o jornalismo. Toda minha criatividade de improvisão num palco ou num texto, toda minha facilidade de comunicação está relacionado ao curso de Rádio e TV. Algumas pessoas já me deram toque quanto a isso e não percebi. Cinema é uma dessas minhas paixões. Criar, inovar, chamar a atenção de um público é exatamente o que eu sei fazer. E decidi isso aos meus 26 anos. Época que eu cresci e amadureci como pessoa e mulher. Se minhas escolhas vao dar certo só deus sabe, mas hoje eu sei exatamente o que eu vou ser quando crescer. Ops, já cresci (risos).

É como uma frase que eu li e nao esqueci : "Planos sao como confeitos na trilha do destino, a unica certeza é que nada acontece como se planeja."